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Sobre Charlotte Gainsbourg e árvores

May 15, 2010

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Baseado no romance “Our Father Who Art in the Tree” da australiana Judy Pascoe, o filme “The Tree”(2010) acompanha o luto de uma família no interior da Austrália após Peter sofrer um ataque cardíaco e bater o carro no tronco de uma gigante árvore onde seus filhos costumavam brincar.

 Simone, de oito anos, acredita que o pai a fala através das folhas e está os protegendo; posteriormente, tem a relação com sua mãe Dawn ameaçada com a chegada de George, encarregado de remover as raízes da figueira que passam a  invadir e comprometer os alicerces da casa. Isolada, a menina se refugia na emblemática árvore e a jovem viúva é confrontada a tomar uma difícil decisão.

A produtora australiana Sue Taylor já estava trabalhando no projeto quando a cineasta francesa Julie Bertuccelli conheceu o romance e decidiu filmá-lo e ao descobrir os direitos adquiridos persistiu num contato com Sue. Quando Julie, premiada em Cannes por seu debut “Desde que Otar Partiu”(2003), mãe de dois filhos, já estava no projeto, curiosa e tragicamente assim como a personagem de Charlotte Gainsbourg no longa, ficou viúva.

Gainsbourg, que esteve no balneário francês ano passado com polêmicas cenas na pagã floresta de Lars Von Trier, em “Anticristo”(2009), e recebeu o prêmio de melhor atriz, retorna em 2010 no encerramento do Festival com a apresentação de “The Tree“, no próximo dia 23.

Les Amours Imaginaires

April 15, 2010

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Aos 21 anos, o canadense Xavier Dolan já acumula três prêmios em Cannes de seu début em 2009 com “Eu Matei Minha Mãe” (http://wp.me/pCZrc-4v) apresentado na Quinzena dos Realizadores. Este ano retorna com seu segundo longa “Les Amours imaginaires” na mostra Un Certain Regard.

Sem expectativas ano passado, Dolan arrebatou a crítica com seu drama adolescente de um jovem homossexual que vive uma relação de amor e ódio com a mãe. Em setembro escreveu seu segundo roteiro e um mês depois já estava rodando seu Heartbeats, em inglês, com orçamento de 1,6 milhão de dólares.

Em 2010 há muita expectativa com seu retorno com seu triângulo amoroso, mais uma vez protagonizando, seu personagem e de Monia Chokri estão perdidamente apaixonados pelo mesmo Niels Schneider, seu amante também em I Killed My Mother(2009). Em Les Amours Imaginaires, Dolan propõe um tratamento e tons também diferentes, um filme maduro sobre “como lidamos com a rejeição, solidão, tristeza. “

Un Certain Regard to Derek Cianfrance

April 10, 2010

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Ryan Gosling é um jovem trabalhor sem muita ambição apaixonado por sua família; a química do ator com Faith Wladyka, que interpreta sua filha Frankie, reflete a cumplicidade e o quão adorável é o relacionamento dos dois: quando a cadela da família some e Dean percebe que não vai voltar ele diz para a filha: “Acho que ela se mudou para Hollywood para ser um cachorro de filme”. Em contra partida sua relação com a esposa Cindy (Michelle Williams) parece ter sofrido o desgaste natural e sórdido de muitos casamentos.

Em Blue Valentine (2010), título inspirado na canção homônima de Tom Waits, Dean tem a bem intencionada idéia de levar Cindy para um motel temático na tentativa de aproximar o casal. Nesse momento o diretor nos transporta ao passado onde o jovem casal se conheceu junto com o encantamento extasiado do início de um relacionamento amoroso. Nessa elipse, Cianfrance discorre sobre da degradação do amor, assim como diz não esperar simpatia ou o oposto acerca de suas personagens, pois “as levezas e as trevas” fazem parte da condição humana e acabamos por dividir os dois lados num relacionamento com outra pessoa.

Blue Valentine, primeiro longa de Derek Cianfrance, teve a expressividade de Grizzly Bear na trilha mais exaltada nas críticas do que a justaposiçao de Cianfrance. Os direitos foram adquiridos pelos irmãos Weinstein, acreditando que o papel de Michelle Williams poderá render uma indicação ao Oscar, a aposta pode ser conferida na mostra Un Certain Regard neste 63º Cannes.

abertura com remake

April 3, 2010

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O filme de abertura do 63º Festival de Cannes será o remake de Robin Hood pelo diretor Ridley Scott, que convoca para o protagonista seu gladiador Russel Crowe para viver o humilde arqueiro com aguçado espírito de justiça em uma Inglaterra do século13. Hood reune um bando de saqueadores para investir contra o xerife déspota e corrupto de Nottingham, vilarejo que sofre com os exarcebados impostos cobrados e onde o legendário aventureiro apaixona-se pela cética viúva Lady Marian (Cate Blanchet).

Nada errado com Kevin Costner, o Príncipe dos Ladrões de 1991, e sim sede de bilheteria. O roteiro é assinado por Brian Helgeland, ganhador do Oscar por L.A.Confidential em 1997 e concorreu por Mystic River em 2003. Este ano deve ter conseguido um belo pé de meia assinando a estória dos blockbusters Green Zone, Robin Hood e Salt.

Robin Hood(2010) tem premiere apenas dois dias antes da estréia mundial, 14 de maio, e está fora da competição.


Meet the Jury

March 20, 2010
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Tim Burton: presidente do Júri 2010!

Kate BECKINSALE – atriz de Underworld(2003) e Click(2006).

Giovanna MEZZOGIORNO – atriz italiana de Vincere,  indicado a Palm D’Or em 2009.

Alberto BARBERA – diretor do Museu Nacional do Cinema de Torino/ Itália.

Emmanuel CARRERE – ator francês, roteirista e diretor de La Moustache(2005).

Benicio DEL TORO – ator portorriquenho de 21 Gramas(2003), Che(2008), The Wolfman(2010).

Victor ERICE – diretor espanhol de  El Sol del Membrillo(1992), prêmio FIPRESCI e do Júri em 92.

Shekhar KAPUR - diretor indiano do segmento “Hotel Suite” em New York, I love You(2009).

Alexandre Desplat – versátil compositor francês que só em 2009 foi responsável pela trilha de Un Prophete, Chéri, Coco Before Chanel, L’armée du crimeFantástico Mr. Fox, Julie e Julia e Lua Nova.

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